quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

ESCRITOS 14

Ando cansada de situações permeantes e indiscretas. Quero a certeza do amanhã em minha caneta e deslizando no papel de minha vida. Interpretações erradas podem ocorrer quando não são totalmente alaridas por quem vai no profundo de sua alma. A calma ainda resiste e insiste em passagens fotográficas. Minha dependência está atenta na sequência direta daquilo que é preciso realizar. Não há tempo para desmembramentos instantâneos, então me atenho aos indevidos estalidos que dissolvem apenas o que não pertence ao meu mundo real.
A quem desejar devolvo, pelo perdão, a indevida fala que disse, o indevido ato que fez, a indevida frase proferida e o indevido traço de vergonha por não ser como pensei. Peço perdão pela incerteza redigida, pela situação complicada, pelo incorreto destino a que vim.
Mas o que faço e desfaço traz meu traço de leveza de ser assim como sou, sincera, úmida e realista na passagem fotográfica que me toma.
As águas das cachoeiras vão me limpando de tudo. Enveredo pelo parque aquático deslizando quem sou sem querer nada de ninguém. Quero apenas voar no ato de amar quem eu amo da forma que Deus quiser, se for certo ou errado, só Ele pode me julgar.
Então, de fato, sou a aprendiz que ajuda a entoar o canto das entrelinhas, onde o certo e errado são relativos diante das circunstâncias.
Dirijo e relato apenas o canto dos passarinhos da manhã de janeiro, onde cada passo vai tomando minha luz interior na certeza que algumas coisas podem mudar, sempre para melhor.

Vanize Claussen
15/01/2015

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